Artigo Original
EXCESSO DE TELAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA COGNIÇÃO HUMANA
Marcos Aurelio chagas Cardoso
Resumo
Este artigo analisa as relações entre uso de telas e cognição humana, com atenção aos processos de controle atencional, memória, compreensão leitora e desenvolvimento. Realiza-se uma revisão narrativa de estudos experimentais, pesquisas longitudinais e sínteses da literatura, incluindo trabalhos de pesquisadores vinculados a Harvard, Stanford e Cambridge. A exposição é discutida segundo duração, conteúdo, horário e contexto, evitando tratar atividades digitais heterogêneas como uma experiência única. A literatura examinada identifica associações entre multitarefa de mídia, lapsos atencionais e desempenho de memória; efeitos experimentais do uso noturno de dispositivos luminosos sobre sono e alerta; e relações entre determinadas práticas digitais e resultados de desenvolvimento e aprendizagem. Estudos de replicação e limitações de mensuração, entretanto, restringem interpretações causais e generalizações. Um ensaio de redução da conectividade móvel acrescenta evidência experimental em adultos, enquanto pesquisas sobre jogos digitais documentam benefícios específicos em determinadas tarefas. Argumenta-se que o excesso deve ser avaliado pelo padrão de exposição e pelo comprometimento das atividades relevantes, sem pressupor um limite universal de horas ou dano cerebral irreversível. Conclui-se que a proteção do sono, a redução de interrupções e o planejamento do uso digital constituem encaminhamentos fundamentados, cuja aplicação requer considerar idade, finalidade e condições de vida.
Palavras-chave: Uso de telas, cognição, atenção, memória, sono.
Autoria
- Marcos Aurelio chagas Cardoso — Saint Alcuin of York Anglican College (autor)
